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Controlo de Risco

A AdRA encontra-se exposta a um conjunto de riscos, que resultam da sua atividade. A continuidade das operações depende, de forma crítica, da mitigação e controlo dos riscos que podem significativamente afectar o conjunto dos seus ativos (pessoas, equipamentos, qualidade de serviço, informação, instalações), e deste modo pôr em risco, os seus objectivos estratégicos. A AdRA e em particular o seu Conselho de Administração, dedicam grande atenção aos riscos inerentes à sua atividade.


A gestão de risco, enquanto pilar do Governo das Sociedades, foi incorporada em todos os processos de Gestão, tendo sido assumida como uma preocupação constante de todos os gestores e colaboradores da AdRA.


1. Risco Operacional

Dentro do risco operacional, encontram-se catalogados como mais relevantes, os riscos relacionados com a qualidade de serviço (e interrupção do serviço) e respectivas tarifas, a integração e manutenção dos ativos das concessões e as alterações climáticas.


Qualidade de Serviço (Interrupção do Serviço) e Tarifas

A AdRA efetua um elevado esforço no sentido de se dotar de ferramentas (tecnologia) que permitam monitorar o serviço prestado, mantendo elevados padrões no que diz respeito à sua qualidade. Saliente-se que a atividade desenvolvida pela AdRA está regulada por um conjunto de leis, regulamentos e contratos de elevada exigência, que vão desde a qualidade de serviço até à definição das tarifas a cobrar e que as nossas políticas passam por assegurar que estas sejam escrupulosamente cumpridas.

 

Gestão de Ativos e Integração de Ativos 

Sendo esta uma atividade de capital intensivo, resultado de um significativo volume de investimento em infraestruturas, a correta identificação e manutenção dos ativos afectos à operação, torna-se crítica na gestão do dia-a-dia da empresa. A AdRA tem em curso diversos projetos, no sentido de tornar mais eficaz e mais eficiente a gestão dos seus ativos. Estes projetos passam para além da sua correta identificação e inventariação, pelo desenvolvimento de projetos de avaliação dos ativos e pela implementação de novas ferramentas informáticas que auxiliam o controlo da sua manutenção.


Alterações Climáticas

Dada a natureza das operações da AdRA, o cash-flow pode ser afectado pelas condições climáticas. Em anos de forte pluviosidade o volume de águas residuais a serem tratados pelas ETAR (Estações de Tratamento de Águas Residuais) sofre um incremento considerável. Por outro lado, em períodos de forte seca, as origens de água poderão ser igualmente afectadas no que concerne à quantidade disponível e à qualidade verificada.

 

2. Risco Financeiro

As atividades da AdRA estão expostas a uma diversidade de riscos financeiros, nomeadamente, risco de mercado (por exemplo o risco de taxa de juro), risco de crédito e o risco de liquidez.

 

A política de gestão dos riscos financeiros do Grupo, procura minimizar eventuais efeitos adversos decorrentes da imprevisibilidade dos mercados financeiros, recorrendo a instrumentos financeiros estruturados.

 

  • Risco de Mercado

 

Risco de Taxa de Juro

A política de gestão de risco de taxa de juro do Grupo, está orientada para uma redução dos encargos financeiros e redução da exposição dos cash-flows da dívida às flutuações do mercado através da contratação de instrumentos financeiros estruturados.

 

  • Risco de Crédito

As principais fontes de risco de crédito são i) clientes e ii) depósitos bancários e aplicações financeiras.

 

Como é do conhecimento generalizado, a situação económica da região influencia a capacidade de cumprimento de empresas e famílias relativamente às suas responsabilidades financeiras, o que pode repercutir-se nos recebimentos pelos serviços prestados.


Relativamente às instituições financeiras, a AdRA beneficia da ligação ao grupo AdP, que tem um histórico do relacionamento comercial com as principais entidades do sector e seleciona as contrapartes com base nas notações de rating emitidas pelas entidades independentes de referência.

 

  • Risco de Liquidez

A gestão do risco de liquidez assenta na manutenção de um adequado nível de disponibilidades, assim como pela negociação de limites de crédito que permitam assegurar o desenvolvimento normal da atividade das empresas. Este risco é também mitigado pela disponibilidade de linhas de crédito contratadas e ainda não utilizadas.

 

3. Risco Regulatório

Como prestadores de um serviço público, o grupo AdP opera num ambiente altamente regulado pela ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos). Esta entidade, mandatada pelo Governo, regula entre outros aspectos, a tarifa a cobrar pelos nossos serviços.

 

Na tentativa de balancear o interesse público no que concerne ao adequado acesso aos serviços prestados e o interesse em gerar resultados que permitam satisfazer a remuneração do capital investido pelos acionistas estabelecida contratualmente, a entidade reguladora pode tomar medidas com impacto negativo no cash-flow do grupo AdP, com todas as consequências adversas que daí resultam.